quarta-feira, 16 de março de 2016

PROGRAMA TOQUE DO OBOÉ COM JOÃO DUMMAR FILHO



O médico, escritor e músico João Dummar Filho solta a voz e lança o CD Guaramiranga Blues. A oportunidade foi no dia 18/12/2010. Acompanhe a entrevista e as canções.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

CABECEIRA | TV ASSEMBLEIA CEARÁ


Entrevista com o psiquiatra, músico e poeta João Dummar Filho para o programa Cabeceira da TV Assembleia, canal 30, exibido dia 30/11/2015. Oportunamente apresenta seus mais variados trabalhos artísticos e fala sobre seu novo projeto, Sentimento Oceânico, livro de poesias que abrange não só a poesia propriamente dita, mas também um forte viés filosófico que se torna marcante na obra.

SENTIMENTO OCEÂNICO | NOVO LIVRO DE JOÃO DUMMAR FILHO



O psiquiatra, músico e poeta João Dummar Filho mais uma vez nos brinda com sua expertise literária com a obra Sentimento Oceânico, Horácio Dídimo faz a apresentação poética do livro que se divide em três partes A Natureza, A existência, A Transcendência. "Fazer o poema é agarrar o agora para pô-lo inteiro dentro da metáfora", João Dummar saúda o grande poeta Francisco Carvalho em sua epígrafe. Uma obra que prima pela qualidade e nos presenteia com uma miscelânea de emoções e sensações transmitidas em cada verso poético e também filosófico.

Ficha técnica
Editora: Armazém da Cultura
Autor: João Dummar Filho
Ano da edição: 2015
Páginas: 96
Edição: 1ª
Por: R$ 30,00


terça-feira, 20 de julho de 2010

PALAVRAS DO POETA


Sendo médico e psiquiatra atuante na cidade de Fortaleza, sempre achei que a psicoterapia representa a conjugação de técnica e arte. E a literatura e a música, formas maravilhosas de catarse e auto-conhecimento. Neste contexto decidi divulgar meu trabalho poético Sendas da Liberdade com o objetivo de interagir com este imenso universo de inteligências e personalidades que percorrem os caminhos infinitos da internet.

Da mesma forma estou divulgando em primeira mão, o trabalho musical intitulado No caminho de Santiago. Este CD apresenta músicas cujas letras por mim elaboradas, contam com a poesia Elegia a São João da Cruz, publicado no Sendas da Liberdade. Devemos lembrar que São João da Cruz foi distinguido com o título de Príncipe dos Poetas Espanhóis, unindo santidade à genialidade.

Assim venho desenvolvendo um trabalho em que pretendo integrar poesia, filosofia e música neste universo pleno de encontros existenciais. Faço por fim um agradecimento pessoal a você leitor que está se conectando e interagindo comigo através deste canal interativo. Manifesto meu agradecimento ao músico Daniel Alencar Lopes e a todos os músicos do Compasso Estúdio e ao amigo Randerson Figueiredo que colaborou de forma inestimável neste trabalho artístico.        
   

domingo, 18 de julho de 2010

ALGUMAS PALAVRAS A JOÃO DUMMAR FILHO



Prefácio

         Dentro  dos quadros da Literatura Cearense, nos nossos dias, João Dummar Filho surge, irrecusavelmente, como um dos valores novos que mais se destacam, sendo um poeta que caminha, a passos largos, para a conquista de uma posição definitiva em nossas Letras. Para tanto, basta que mantenha fidelidade aos ideais poéticos que o iluminam e trabalhe, com de dedicação, sua vocação literária.
      Recolho essa impressão da leitura de seus poemas, em que ele demonstra apreciável capacidade de cantar e de erguer a voz para louvar as cousas eternas e registrar o que, no efêmero, tem alguma resplandecia  e encontra expressão no plano emocional ou espiritual.
         O livro ora entregue ao público revela os seus cuidados artesanais na elaboração dos versos, o seu trabalho com as palavras fundamentais e secundárias, todas unidas, harmonicamente, para a criação de momentos significativos em sua arte poética.
         Li, com maior interesse, os poemas intitulados Tempos de Opressão e Sendas da Liberdade. Na primeira parte, ele considera que o grande papel da poesia é “fazer vibrar a estrutura do outro, na poderosa de diapasão das palavras não ditas, na beleza exuberante dos símbolos a brotar da dimensão espiritual” E vê, com alguns acentos whitmanianos, a América Pungente, os problemas sociais na dicotomia riqueza-pobreza, a ressaca da vida e dos sonhos, as contradições do mundo, a tecnocracia, a sombra do medo e a ausência de amizades. Homenageia Fernando Pessoa e relembra o poeta e avô Demócrito Rocha, o cantor do  Rio Jaguaribe.
         Na segunda parte, destaca o látego das palavras na força do poema e da metáfora; lembra a necessidade de fé e de esperança numa era de flagrante desumanidade; louva a liberdade, a utopia e a douçura das palavras; presta reverência à memória do poeta Jader de Carvalho e canta a cidade perdida em néon, o amor, poder do verbo, as emoções, as chuvas, as tardes, os pássaros, as florestas, as fontes, a busca de Deus, as sendas transcendentais, os plenilúnios que inspiram a vida boêmia e outros temas de igual interesse, não esquecendo de pagar tributo à grandeza de San Juan de la Cruz, o grande poeta da Espanha e santo da Igreja.
       E assim João Dummar Filho vai construindo os seus caminhos, numa poesia que busca legitimar-se na procura de fontes verdadeiras, no encontro com as cousas simples e perenes, no louvor justo e sincero, na nostalgia da vida perdida, no amor aos semelhantes, na paz e nas trilhas da esperança.
        Creio que o poeta não chegou à definição final de seu discurso lírico, pois a linguagem poética passa, necessariamente, por inúmeras experiências de fundo e forma. Mas procura evitar a horizontalidade, conseguindo resultados que o recomendam como um autor em permanente ascensão, amadurecendo cada vez mais a poesia. E para isso dispõe do principal elemento: o talento, que é tudo, em Literatura.


Artur Eduardo Benevides
Presidente da Academia Cearense de Letras

sábado, 17 de julho de 2010

POESIA E TRANSCENDÊNCIA.




Dimas Macedo 
Membro da Academia Cearense de Letras

        A invenção misteriosa apta  a denotar os inesgotáveis labirintos humanos e os seus intrincados caleidoscópios, a literatura, apesar da automação dos estilos de vida, dos avanços da cibernética e da sofisticação da indústria cultural, continua a desafiar a argúcia dos homens como a forma por excelência ainda humanamente capaz de preservar o sentido mais transcendente da fraternidade e da comunicação.
        Por outro lado a entrada auspiciosa de Jung no cenário das discussões psicológicas, aspirando a poeira materialista do divã e sobre o mesmo aspergindo a alegoria mitológica do símbolo e do mistério, através do recurso aos valores mais eternos do cristianismo, contribuiu para a reflexão sobre o sentido do homem, a paz, a verdade e o amor como eixos da polarização de todo o dilema existencial.
         A liberdade, no seu significado mais totalizante e abrangente, somente é possível de ser mensurada, experimentada e usufruída em toda a sua contextura, quando conjugada com a verdade e o amor. Os estandartes da liberdade, portanto, são os espaços porosos da existência através dos quais a plenificação  humana encontra os seus estágios de realização.
         Em SENDAS DA LIBERDADE, o cristão militante e artista, misto de psiquiatra e poeta, João Dummar Filho, decide por fim revelar para o público a sua dimensão maior de intelectual, assumindo assim a sua vocação de escritor, coincidentemente numa terra rica de tradições literárias mas infelizmente ainda pouco sensível às coisas superiores do espírito e da transcendência.
         No entanto, mesmo conhecendo todas essas  advertências, João Dummar Filho resolve de público confirmar as suas aptidões de poeta engenhoso e empreendedor, enveredando pelo gênero lírico da poesia, mas não deixando também de nos oferecer um atestado da sua capacidade de trabalhar o épico, através das suas odes aos poetas Jáder de Carvalho e Demócrito Rocha, sendo deste último neto e continuador, de quem aliás cultiva o gosto pela liberdade e pelos valores espirituais.
         A fusão do binômio literatura versus fraternidade, na poesia de João Dummar Filho, encontra com acerto a sua mais acabada expressão. Mas para quem, com ele, faz da pregação da fraternidade um princípio para orientar as relações humanas, coisa diversa com certeza não se podia esperar. João Dummar Filho é poeta e disto, para minha satisfação e alegria, me foi oferecida a oportunidade de testemunhar. Auguro, pois, que o sucesso do seu primeiro livro possa ratificar os méritos de que João Dummar Filho é merecedor. Honra-me poder recomendar aos seus futuros leitores as indiscutíveis qualidades que a sua poesia contém.
         Sua arte poética, registre-se finalmente por oportuno, parece toda ela revestida pelos apelos da afetividade e da evocação. Trata-se pois de uma estética sensorial e criativa, mística e profundamente humana pelo seu conteúdo lírico e social.