sábado, 17 de julho de 2010

POESIA E TRANSCENDÊNCIA.




Dimas Macedo 
Membro da Academia Cearense de Letras

        A invenção misteriosa apta  a denotar os inesgotáveis labirintos humanos e os seus intrincados caleidoscópios, a literatura, apesar da automação dos estilos de vida, dos avanços da cibernética e da sofisticação da indústria cultural, continua a desafiar a argúcia dos homens como a forma por excelência ainda humanamente capaz de preservar o sentido mais transcendente da fraternidade e da comunicação.
        Por outro lado a entrada auspiciosa de Jung no cenário das discussões psicológicas, aspirando a poeira materialista do divã e sobre o mesmo aspergindo a alegoria mitológica do símbolo e do mistério, através do recurso aos valores mais eternos do cristianismo, contribuiu para a reflexão sobre o sentido do homem, a paz, a verdade e o amor como eixos da polarização de todo o dilema existencial.
         A liberdade, no seu significado mais totalizante e abrangente, somente é possível de ser mensurada, experimentada e usufruída em toda a sua contextura, quando conjugada com a verdade e o amor. Os estandartes da liberdade, portanto, são os espaços porosos da existência através dos quais a plenificação  humana encontra os seus estágios de realização.
         Em SENDAS DA LIBERDADE, o cristão militante e artista, misto de psiquiatra e poeta, João Dummar Filho, decide por fim revelar para o público a sua dimensão maior de intelectual, assumindo assim a sua vocação de escritor, coincidentemente numa terra rica de tradições literárias mas infelizmente ainda pouco sensível às coisas superiores do espírito e da transcendência.
         No entanto, mesmo conhecendo todas essas  advertências, João Dummar Filho resolve de público confirmar as suas aptidões de poeta engenhoso e empreendedor, enveredando pelo gênero lírico da poesia, mas não deixando também de nos oferecer um atestado da sua capacidade de trabalhar o épico, através das suas odes aos poetas Jáder de Carvalho e Demócrito Rocha, sendo deste último neto e continuador, de quem aliás cultiva o gosto pela liberdade e pelos valores espirituais.
         A fusão do binômio literatura versus fraternidade, na poesia de João Dummar Filho, encontra com acerto a sua mais acabada expressão. Mas para quem, com ele, faz da pregação da fraternidade um princípio para orientar as relações humanas, coisa diversa com certeza não se podia esperar. João Dummar Filho é poeta e disto, para minha satisfação e alegria, me foi oferecida a oportunidade de testemunhar. Auguro, pois, que o sucesso do seu primeiro livro possa ratificar os méritos de que João Dummar Filho é merecedor. Honra-me poder recomendar aos seus futuros leitores as indiscutíveis qualidades que a sua poesia contém.
         Sua arte poética, registre-se finalmente por oportuno, parece toda ela revestida pelos apelos da afetividade e da evocação. Trata-se pois de uma estética sensorial e criativa, mística e profundamente humana pelo seu conteúdo lírico e social.

2 comentários:

  1. Foi a primeira vez que eu acessei esse blog, e fiquei maravilhada com tudo.Espero que esse novo trabalho do cd já seja concretizado,e que o senhor continue assim, sempre ajudando através desse dom maravilhoso que Deus lhe deu que é a sabedoria, e que através da medicina entra na vida das pessoas. Que Deus lhe abençõe, e que o divino Espirito Santo lhe envolva cada vez mais.Zuleide Lima

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  2. João passei para conhecer seu blog ele é not°10, show, espetacular desejo muito sucesso em sua caminhada e objetivo no seu Hiper blog e que DEUS ilumine seus caminhos e da sua família
    Um grande abraço e tudo de bom
    Ass:Rodrigo Rocha

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Olá, sou João Dummar Filho.
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